São Paulo: O nono título paulista

O dia 09 de setembro de 1970 foi marcado pelo nono título do SPFC no Campeonato Paulista com 1 jogo de antecedência  Após 13 anos sem levantar a taça, venceu o Guarani na final por 2×1 e garantiu o título que veio a conseguir por mais 12 vezes até o ano de 2012.

O São Paulo, sem Gérson machucado, fez 2 a 0 no Guarani, que depois diminui para deixar um final de jogo extremamente tenso para os são-paulinos. Mas o jogo acabou 2 a 1 e o São Paulo voltou a ser campeão após 13 anos. A reta final do São Paulo foi impecável, com cinco vitórias em seus cinco últimos jogos. O jogo da entrega das faixas foi contra o rival Corinhtians com vitória São Paulina por 1×0.

Veja, relembre e vista a camisa usada nesse vitorioso ano:

Camisa Retrô do São Paulo da Década de 1970
De R$99,00 por R$69,90
(economia de R$ 29,10 )
em 6x de R$11,65 sem juros

Toninho Guerreiro do SPFC foi o artilheiro do campeonato com 13 gols. Confira a classficação final do paulistão:

Paulistão 1970
Time Pts J V E D GP GC SG
1 São Paulo 27 18 12 3 3 29 15 14
2 Palmeiras 22 18 7 8 3 19 13 6
3 Ponte Preta 22 18 7 8 3 17 14 3
4 Santos 21 18 8 5 5 34 21 13
5 Corinthians 20 18 6 8 4 22 13 9
6 Portuguesa 18 18 6 6 6 18 17 1
7 Ferroviária 17 18 6 5 7 14 23 -9
8 Guarani 14 18 4 6 8 19 26 -7
9 São Bento 11 18 3 5 10 15 26 -11
10 Botafogo-SP 8 18 2 4 12 14 33 -19
Pts — Pontos ganhos; J — Jogos; V – Vitórias; E – Empates; D – Derrotas;
GP — Gols pró; GC — Gols contra; SG — Saldo de gols;
Campeão Paulista de 1970

Autor: Fabiano Souza
Fonte: Wikipedia

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Sociedade Esportiva Palmeiras – Uma fila de 16 anos e a glória

Foram 16 anos na fila do Campeonato Paulista sem título e muita pressão em cima do Palmeiras.

Com um grande patrocinador ( Parmalat ) desde o ano anterior formou uma equipe comandada por Wanderley Luxemburgo e jogadores como Roberto Carlos, Edilson, Zinho, Edmundo e Evair em grande fase.

A grande final foi disputada contra o rival Corinthians que venceu o primeiro jogo por 1×0 cabendo ao Palmeiras ter que vencer o segundo jogo para levar a decisão para a prorrogação, já que o rival tinha a vantagem do empate. E assim o fez. Venceu no tempo normal por 3×0 com gols de Zinho, Edilson e Evair.  Na prorrogação Evair marcou o gol do título e do fim do jejum de títulos alviverde no Paulista.

E a glória no ano não parou por aí e o time ainda conquistou o Brasileirão do ano.

Veja como era a camisa do Palmeiras no ano:

Camisa Retrô do Palmeiras de 1993
Camisa Retrô do Palmeiras de 1993
C
ompre essa camisa agora mesmo!

Campeonato Mineiro 1980 – Clube Atlético Mineiro campeão absoluto!

O ano era de 1980 do século passado. O Galo com um super time comandado por Procópio Cardoso tinha como base: 1 – João Leite, 2 – Alves, 3 – Osmar Guarnelli, 4 – Luisinho, 6 – Jorge Valência, 7 – Pedrinho, 5 – Heleno, 8 – Toninho Cereso, 10 – Palhinha, 11 – Éder Aleixo, 9 – Reinaldo. Foram 20 jogos válidos pelo Campeonato Mineiro sendo um passeio nos adversários. Nada menos que 18 vitórias, 1 empate com apenas 1 derrota em sua campanha para o Alfenense.

A artilharia foi realmente pesada com 55 tentos anotados com a zaga sendo vazada apenas 8 vezes. Os principais artilheiros do time foram Éder Aleixo com 12 gols e Reinaldo Lima logo apó

Veja como era a camisa utilizada na época e faça parte dessa história.

Camisa Retrô do Atlético-MG de 1980
 

Autor: Fabiano Souza

O Primeiro Gre-Nal: Grêmio 10 x 0 Internacional

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O primeiro Gre-Nal

À época o Internacional era um clube recém fundado e escolheu o Grêmio como o seu primeiro adversário. A diretoria do Grêmio chegou a propor o embate entre seu segundo quadro contra o primeiro quadro do Inter – o que não foi aceito pela diretoria alvi-rubro. Azar deles!!!! 10 a 0 foi pouco. A equipe gremista, que tinha em seus quadros jogadores de vasta experiência, jogou com: Callfelz, Deppermann, Becker, Caris, Black, Mostardeiro, Brochado, Grünewald, Moreira, Booth e Schroeder.

O inter atuou com: Poppe II, Portela, Simone, Vinholes, Pires, Wetternich, Pope I, Horácio, Cesar, Mendonça e Carvalho. Os gols foram marcados por Booth (5), Grünewald (4) e Moreira. A partida foi realizada na Baixada em 18 de Julho de 1909. O mais curioso é que a partida teve um quinteto na arbitragem: Waldemar Bromberg (arbitro principal), João de Castro e Silva e H. Sommer (bandeirinhas), Theobaldo Foengers e Theodoro Bugs (fiscais de gol – pois na época não existiam redes).

Camisa Retrô do Grêmio de 1910 c/ Cordinha

Fortaleza Esporte Clube – Historia e Titulos

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Fundação:
Endereço:
Estádio:
Capacidade:
Site Oficial:
18 de outubro de 1918
Av. Senador Fernandes Távora, 200
Bairro do Pici – Fortaleza/CE
CEP 60.510-290
Alcides santos
5.000 pessoas
www.fortalezaec.net
História

Fundação

Falar das origens do Fortaleza Esporte Clube passa necessariamente por falar do maior desportista cearense de todos os tempos: Alcides de Castro Santos.

Alcides Santos fundou em 23 de fevereiro de 1912 um clube chamado Fortaleza. A seguir, participou da fundação do Stella Foot-Ball Club, em 30/05/1915 (Stella era o nome do colégio suíço onde estudavam os mais ricos membros da sociedade), clube com estreita ligação com o Fortaleza Sporting Club (primeira denominação do Tricolor, que perdurou até a II Grande Guerra), fundado em 18/10/1918. Alcides Santos também estimulou e participou da fundação do Riachuelo, Tabajara e Maranguape, todos antes de 1918. Esteve ligado ao Fortaleza em seus primeiros 20 anos de história.

As várias versões sobre a fundação

Várias versões envolvem a fundação do Fortaleza Esporte Clube. Na mais provável, o Fortaleza teria sido fundado em 1912, com o nome de Stella Foot-Ball Club. Mas tal time teve vida curtíssima, e em 18/10/1918 seria fundando, a partir dele, o Fortaleza Sporting Club, tendo como presidente Alcides Santos, que junto com Humberto Ribeiro, Walter Oslen, João Gentil, Brum Menescal, Oscar Ribeiro, Mário Petter e outros, transformou o Stella em Fortaleza, para homenagear a capital cearense. Nascia então o futuro. Parque dos Campeonatos, na rua Barão do Rio Branco, entre Pedro Pereira e Pedro I.

Primeiro Título

O primeiro campeonato cearense realizado pela ADC (Associação Desportiva Cearense) foi disputado por quatro clubes, a saber: o Fortaleza (campeão), o Guarany (vice), o Bangu (terceiro lugar) e o Ceará (quarto lugar). O Fortaleza formava com Quinderé, Meton e Riquet; João Gentil, Lucio Bauerfeldt e Petter; Clovis Moura, Artur Oliveira, Humberto Ribeiro, Juracy e Pontes. O artilheiro cearense daquele ano também foi do Fortaleza: Humberto Ribeiro, com 11 gols.

Maior goleada do Clássico-Rei

Clássico Rei é a denominação do confronto entre o Fortaleza x Ceará. A rivalidade é tanta, que não se pode deixar de citar a maior goleada entre os dois clubes. Foi pelo campeonato cearense de 1927, em que o Fortaleza aplicou um 8 a 0 sobre o seu maior adversário. marcaram os gols: Hildebrando (3), Pirão (2), Xixico, Humberto e Juracy.

A Sede

No ano de 1957, o Fortaleza comprou o terreno onde até hoje fica sua sede, no bairro do Pici. O estádio leva o nome de Alcides Santos e as edificações (alojamentos para atletas) levam o nome de Otoni Diniz. A compra do terreno e a iniciativa de homenagear o fundador do Fortaleza partiram do então presidente Carlos Rolim Filho.

Fontes: www.fortalezaec.net e Arquivo Campeões do Futebol
Pesquisas realizadas por Robério Barros, de Fortaleza/CE.

Categoria Principal

Torneio Norte-Nordeste: 1970.

Taça Brasil/Zona Norte-Nordeste: 1960 e 1968.

Campeonato Cearense: 1920, 1921, 1923, 1924, 1926, 1927, 1928, 1933, 1934, 1937, 1938, 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967, 1969, 1973, 1974, 1982, 1983, 1985, 1987, 1991, 1992, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009 e 2010.

Liga Metropolitana: 1919 (primeiro torneio)

Torneio Início do Estadual: 1925, 1927, 1928, 1933, 1935, 1948, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965 e 1977.

Taça Cidade de Natal (Torneio dos Campeões do Nordeste): 1946.

Torneio Quadrangular Silvio Pacheco: 1957.

Categorias de base

Campeão Cearense de Juniores: 10 vezes — 1972, 1973, 1974, 1976, 1978, 1980, 1981, 1983, 1985 e 1986.

Campeão Cearense Sub-20: 1998, 2001 e 2005.

Campeão da Taça Alagoas Sub-20: 2005.

Campeão Cearense de Juvenil: 1996.

Campeão Cearense Sub-18: 2002, 2003 e 2007.

Campeão Cearense Sub-17: 2000.

Campeão Cearense Sub-16: 2003 e 2007.

Campeão Cearense Sub-15: 2005.

Campeão Cearense Sub-12: 2006 e 2007.

Copa Messejana Sub-12: 2008.

O hino do Fortaleza, composto pelo poeta Jackson de Carvalho em 1967, pode ser considerado como um marco na popularização do Clube junto aos desportistas cearenses. A primeira gravação do hino aconteceu em outubro do mesmo ano, tendo como arranjador o maestro Manuel Ferreira e como intérprete o cantor Manoel Paiva.

Hino Atual

Fortaleza, clube de glória e tradição.
Fortaleza, quantas vezes campeão.
Fortaleza, querido idolatrado,
estás sempre guardado dentro do meu coração.

Altivo,
tua vida sempre foi um marco,
tua glória é lutar e vencer também,
salve o Tricolor de Aço.

No campo,
provaste mesmo que não tens rival,
tua turma é valente, é sensacional,
salve o Tricolor de Aço.

Soberbo,
tua fibra representa um norte,
combativo, aguerrido, vibrante e forte.
Sem demonstrar cansaço,

Receba um sincero,
abraço da torcida tão leal,
meu Tricolor de Aço.

O Hino Antigo

Campeão, campeão
Salve o Tricolor de Aço
Azul, branco, encarnado
Suas cores são glórias do passado
São as cores do meu clube, que beleza
Aquela camisa, Fortaleza És da praça, todo mundo tricolor
És na vida, todo tempo, toda dor És no parque, toda a gente a delirar
E cada gente mais se admirar Em cada fileira tens um homem de valor
Vamos pra vitória, Fortaleza, Tricolor.
Campeão! Ô campeão…

Artilheiros do Fortaleza EC no Campeonato Cearense
Humberto Ribeiro – 1920 (11 gols), 1927 (9 gols) e 1928 (12 gols).
Juracy – 1921 (13 gols), 1922 (11 gols) e 1924 (12 gols).
Antônio Oliveira – 1926 (11 gols).
Bila – 1933 (12 gols) e 1934 (16 gols).
Mundico – 1938 (28 gols).
França – 1940 (13 gols), 1946 (11 gols) e 1947 (12 gols).
Antonino – 1949 (10 gols) e 1950 (11 gols).
Moésio – 1952 (10 gols), 1953 (18 gols) e 1954 (11 gols).
Bececê – 1959 (21 gols).
H. Castelo – 1962 (31 gols).
Mozart – 1964 (20 gols).
Croinha – 1966 (15 gols) e 1967 (12 gols).
Erandy – 1969 (15 gols).
Marciano – 1973 (17 gols), 1976 (34 gols) e 1980 (20 gols).
Beijoca – 1974 (26 gols).
Haroldo – 1975 (8 gols).
Geraldino Saravá – 1978 (26 gols).
Luisinho das Arábias – 1983 (33 gols).
Da Silva – 1987 (19 gols).
Sílvio – 1991 (18 gols).
Osmar – 1992 (17 gols).
Elói – 1993 (19 gols).
Sandro – 1997 (39 gols).
Eron – 1999 (23 gols).
Clodoaldo – 2001 (16 gols) e 2003 (19 gols).
Rinaldo – 2005 (19 gols) e 2007 (14 gols).
Marcelo Nicácio – 2009 (13 gols).

Fluminense Football Club – História

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FLUMINENSE FOOTBALL CLUB
Fundado em 21/Julho/1902
End.: Rua Álvaro Chaves 41, Laranjeiras
Rio de Janeiro, RJ – CEP 22231-200
Estádio Manoel Schwartz (Laranjeiras)
Site: www.fluminense.com.br

Fundação, uniforme e primeiros jogos

Em 21 de julho de 1902, em reunião na Rua Marquês de Abrantes, 51 – residência de Horácio da Costa Santos, nascia o Fluminense Football Club. Foi fundado por Oscar Cox e mais dezenove membros, oito anos após Charles Miller introduzir o futebol no Brasil. O clube surgiu especificamente para a prática do futebol, promovendo o novo esporte junto ao público, que manifestava o seu grande entusiasmo pelo futebol. Oscar Cox foi eleito o primeiro presidente do clube.

Os 20 fundadores do Fluminense, por ordem de assinatura do livro de presença, foram: 1 – Horácio da Costa Santos; 2 – Mário Rocha; 3 – Walter Schuback; 4 – Félix Frias; 5 – Mário Frias; 6 – Heráclito de Vasconcellos; 7 – Oscar Alfredo Cox; 8 – João Carlos de Mello; 9 – Domingos Moitinho; 10 – Louis da Nóbrega Júnior; 11 – Arthur Gibbons; 12 – Virgílio Leite; 13 – Manoel Rios; 14 – Américo da Silva Couto; 15 – Eurico de Moraes; 16 – Victor Etchegaray; 17 – A. C. Mascarenhas; 18 – Álvaro Drolhe da Costa; 19 – Júlio de Moraes; e 20 – A. H. Roberts.

O nome Fluminense surgiu sem maiores debates, tendo sido a ideia inicial Rio Football Club. Mas João Ferreira já havia utilizado o nome na sede do Natação e Regatas. A palavra “fluminense” na época identificava os nascidos no Estado do Rio de Janeiro e no Distrito Federal, apesar de por lei haver distinção. Outra versão deriva do latim “flumem”, que significa fluvial ou rio.

camisa_flu_1902

Sua primeira camisa tinha as cores cinza e branco (ao lado), sendo trocada em 1904 pela camisa tricolor (grená, branco e verde), devido a grande dificuldade de se encontrar tecidos na cor cinza.

O primeiro jogo do Fluminense foi em 19 de outubro de 1902 contra o Rio Football Club, no campo do Payssandu. O resultado foi uma goleada do Fluminense por 8 a 0, gols marcados por Horácio (3), Heráclito (2), Félix, Moraes e Simonsen. A equipe formou com Américo; M. Frias e Etchegaray; Mário Rocha, Oscar Cox e Schuback; Simonsen, Moraes, Horácio da Costa Santos, Heráclito e Félix. Em 06 de setembro de 1903 estréia o Fluminense em jogos interestaduais no campo do Velódromo, em São Paulo. De três jogos, o Fluminense empatou um e venceu dois jogos (0x0 contra o Internacional; 2×1 Paulistano e 3 x 1 São Paulo Athletic).

O Fluminense é o responsável pelo surgimento do departamento de futebol do Flamengo. Em 1911, após a conquista do titulo carioca, uma cisão liderada por Alberto Borgerth levou nove jogadores a criar uma seção de futebol no Clube de Regatas Flamengo que depois viria a se tornar um dos clássicos mais tradicionais do futebol brasileiro.

Numeração na camisa dos jogadores

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Praticamente idêntica ao modelo anterior (a única diferença era a listra tricolor com as cores invertidas no meio da manga e não na borda) foi lançada em 1937 (imagem ao lado), menos de um ano após a introdução do segundo uniforme. Poucas camisas na história do FLU tiveram tanto sucesso e conquistaram tantos títulos quanto este modelo todo branco que em 1948, na estréia do Fluminense no Campeonato Carioca, receberia pela primeira vez na história do clube numeração nas costas. Segundo Alexandre Berwanger, cabe comentar que o FFC a usou de maneira contínua e definitiva a partir daí (1948), sob críticas de muitos outros clubes que disseram se tratar de demagogia, pois o futebol brasileiro não teria condições de manter tal prática (vai de memória, pois li os jornais da época).

História do Clube de Regatas Flamengo

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CLUBE DE REGATAS FLAMENGO
Fundado em 17/Novembro/1895
End.: Av. Borges de Medeiros, 997
Lagoa (Gávea) – Rio de Janeiro/RJ CEP 22.430-040
Estádio da Gávea – capacidade: 8.500 pessoas
Site: www.flamengo.com.br

História do Mengão

A grande história do “Rubro Negro” teve inicio a partir da ideia de criação do esporte mais praticado no inicio do seculo passado – o remo.

Os remadores – José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport – resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Este barco ganhou o nome de “Pherusa”.

Dias depois (06/10), os jovens remadores foram dar a primeira volta, partiram da praia de Maria Angu (atual Ramos) até a praia do Flamengo. No caminho a forte tempestade virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa.

Mas o grupo estava disposto a recuperar a embarcação e iniciaram uma reforma. Quando estava quase pronta foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu. Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers.

Assim, à 17 de novembro de 1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria: Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro.

Assinaram ainda, a presente ata, como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, hà controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título.

No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.

O FUTEBOLA partir do início do século XX, o futebol começava a disputar popularidade na cidade do Rio de Janeiro com o remo. Mas, como o clube rubro-negro não dispunha de departamento de esportes terrestres, seus sócios eram obrigados a acompanhar o Fluminense também, pois em Laranjeiras havia um time para torcer.

O maior exemplo desta divisão era Alberto Borgerth. Pela manhã, era remador no Flamengo. À tarde, representava o Fluminense no futebol. Os torcedores, sem opção para acompanhar os dois esportes em um só clube, seguiam o mesmo comportamento, dividindo-se na paixão clubística.

O Flamengo, então, começou a dar os seus primeiros passos no nobre esporte bretão. No primeiro amistoso, realizado dia 25 de outubro de 1903 no Estádio do Paissandú Atlético Clube, perde do Botafogo por 5 a 1, com a seguinte formação: G.V. de Castro, V. Fatam, H. Palm, Sampaio Ferraz, A. Gibbons (capitão), L. Neves, C. Pullen, M. Morand, A. Vasconcelos, D. Moutinho e A. Simonsen, com os reservas M. Gudin e A. Furtado.

Uma curiosidade é que o time de futebol não entrava em campo com o uniforme oficial do Flamengo. No primeiro jogo, vestiu camisas brancas e shorts pretos. Depois, foi obrigado a usar o Papagaio de Vintém e a Cobra Coral. O esporte era malvisto pelo remo rubro-negro e, por isso, o clube só se filiou à Liga Metropolitana de Futebol – criada em 1905 – em 1912, depois do ingresso dos ex-tricolores, ficando cerca de nove anos disputando somente amistosos.

A Oficialização do Futebol

O futebol do Flamengo é dissidente do Fluminense. Em 1911, o tricolor estava às vésperas do título carioca, mas, atravessava grave crise interna.

O capitão do time, Alberto Borgeth (o mesmo que remava pelo Flamengo), se desentendeu com os dirigentes e, depois de conquistado o campeonato, liderou um movimento de saída das Laranjeiras.

Dez jogadores campeões deixaram o Fluminense: Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida, Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews e Arnaldo Machado Guimarães.

Dia 8 de novembro, foi aprovado o ingresso dos novos sócios. Os remadores do Flamengo, porém, não eram favoráveis à dedicação oficial do clube rubro-negro ao futebol, caso que estava sendo analisado por uma comissão da qual o líder era justamente Alberto Borgerth. Mas não teve jeito mesmo. Em assembléia realizada no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente o seu time de futebol, sob a responsabilidade do Departamento de Esportes Terrestres.

Pesquisas de Sidney Barbosa da Silva
Fonte: Arquivo Campeões do Futebol e flamengo.com.br


Todas as Conquistas
Titulos
Competição Ano
Copa Intercontinental 1981
Taça Libertadores da América 1981
Copa Mercosul 1999
Copa Ouro Sulamericana 1996 (Invicto)
Campeonato Brasileiro 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009
Copa União 1987
Copa do Brasil 1990 (Invicto) e 2006
Copa dos Campeões 2001
Taça Brahma dos Campeões 1992
Torneio Rio-São Paulo 1961
Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais 1997 (Invicto)
Campeonato Carioca 1914, 1915 (Invicto), 1920 (Invicto), 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979 (Invicto), 1979, 1981, 1986, 1991, 1996 (Invicto), 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2009
Torneio Inicio do Carioca 1920, 1922, 1946, 1951, 1952, 1959.
Taça Guanabara 1970, 1972 (Invicto), 1973 (Invicto), 1978, 1979, 1980 (Invicto), 1981, 1982, 1984, 1988, 1989 (Invicto), 1995, 1996 (Invicto), 2001, 2004 e 2007
Taça Rio de Janeiro (2° turno do Estadual) 1978 (Invicto) Obs.: não confundir com Taça Rio, criada em 1982.
Taça Rio (2° turno) 1983, 1985 (Invicto), 1986, 1991 (Invicto), 1996 (Invicto), 2000 e 2009.
Campeonato da Capital 1991 (Invicto)
Taça Estado do Rio de Janeiro 1991 (Invicto)
Torneio Extra do Rio de Janeiro 1934 (Invicto)
Torneio Aberto do Rio de Janeiro 1936 (Invicto)
Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro 1943 (Invicto)
Torneios Internacionais
Quadrangular de Lima (Peru)
Quadrangular da Argentina
Quadrangular de Israel
Hexagonal do Peru
Octogonal de Verão
Quadrangular da Tunisia
Troféu Naranja (Espanha)
Quadrangular do Marrocos
Ciudad Palma de Mallorca/ESP
Toféu Ramon de Carranza (ESP)
Ciudad de Santander (ESP)
Copa Punta del Este (URU)
Torneio de Nápolis (ITA)
Torneio Air Gabon (Gabão)
T. Internacional de Angola
Copa Kirin (Japão)
Troféu Colombino (ESP)
Copa do Porto de Hamburgo (ALE-Oc.)
Copa Marlboro (EUA)
Taça Libertad (ARG)
Pepsi Cup (Japão)
Torneio See’94 (Malasia)
Triangular do R. de Janeiro (BRA)
T. Gilberto Cardoso (RJ-BRA)
Torneio Inter. de Verão (RJ-BRA)
1952
1953
1958
1959
1961
1962
1964 e 1986
1968
1978
1979 e 1980
1980
1981
1981
1987
1987
1988
1988
1989
1990
1993
1994
1994
1954
1955
1970 e 1972
Torneios Nacionais/Estaduais
Triangular de Curitiba (PR)
Triangular de Goiás
Quadrangular do Espirito Santo
Torneio do Povo
Torneio de 320 de Judiaí (SP)
Torneio Elmo Serejo (DF)
T. de Inauguração do Estádio José Fragelli (Cuibá/MT)
Quadrangular de Varginha (MG)
Torneio Cidade de Brasilia (DF)
Taça Madame Gaby Coelho Netto
Troféu América Fabril
Quadrangular de Goiás (GO-BRA)
1953
1965
1965
1971
1975
1976
19761990
1997
1916
1919 e 1922
1975
Taças em uma única Partida
Taça Ponto Frio (BRA) » Veja
Taça Libertad (ARG)
Pepsi Cup (Japão)
1957

1993
1994

HINO OFICIAL

Letra e música: Paulo Magalhães (ex-goleiro do Clube). Foi criado em 1920 e gravado pela primeira vez em 1932 pelo cantor Castro Barbosa, foi registrado somente em 1937 no Instituto Nacional de Música.

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar!
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Saudemos todos com muito ardor
O pavilhão do nosso amor
Preto e encarnado, Idolatrado
Dos mil campeões, do vencedor

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar!
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente, com denodo e fé
Que o seu futuro inda será mais lindo
Que o presente
Que tão lindo é

HINO POPULAR

Letra e música: Lamartine Babo
Gravado pela primeira vez por Gilberto Alves em 1945, o Hino não-oficial é o consagrado pela nação rubro-negra, que o canta emjogos e conquistas do Flamengo.

Uma vez Flamengo,
Sempre Flamengo.
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra,
Seja no mar.

Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo,
Flamengo até morrer!

Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata
De emoção, no coração
Consagrado, no gramado
Sempre amado, o mais cotado
nos Fla-Flus é o ai Jesus

Eu teria
Um desgosto profundo
Se faltasse,
O Flamengo no mundo.

Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer Eu sou..