História do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA

Sport Club Corinthians Paulista SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA
Fundado em 01 de setembro de 1910
Endereço: Rua São Jorge, 777 – Tatuapé
São Paulo/SP CEP 03087-000
Estádio: Alfredo Schurig (Fazendinha)
Capacidade: 00.000 pessoas
Site oficial: www.corinthians.com.br
A Idéia
A idéia da fundação de um clube no Bom Retiro era assunto preferido dos funcionários da estrada de ferro São Paulo Railway e moradores, sem exceção do bairro. E isso começou a amadurecer quando Joaquim Ambrósio, Carlos Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia foram juntos, assistir no campo do Velódromo a estrela do time inglês Corinthian (sem o s final) Team, na tarde de 31 de agosto de 1910.

Os ingleses derrotam a Associação Atlética das Palmeiras (nenhuma ligação com o Palestra Itália), por 2×0.

Voltaram do jogo maravilhados e com o pensamento mais forte na criação de um time de futebol no Bom Retiro.
Fundação

Um grupo de homens de vida humilde – os pintores de casa Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira e César Nunes; o sapateiro Rafael Perrone; o motorista Anselmo Correia; o fundidor Alexandre Magnani, o macarroneiro Salvador Lopomo, o trabalhador braçal João da Silva e o alfaiate Antônio Nunes – decidiram fundar o seu próprio clube de futebol.

Assim, às 20h30m do dia 1° de setembro, à luz do lampião de gás, altura do número 34 que iluminava a da Avenida dos Imigrantes (atual José Paulino), no Bom Retiro, treze pessoas sacramentaram a fundação do Sport Corinthians Paulista, eles se reuniram e redigiram o primeiro estatuto do clube. Faltava apenas financiamento para o sonho se realizar. Foi aí que Miguel Bataglia entrou em cena. Bataglia era um requintado alfaiate; aceitou participar e foi oficialmente nomeado o primeiro presidente.

O clube já tomava uma cara, mas faltava o nome. As idéias passaram por Santos Dummont, Carlos Gomes e até Guarani, mas nenhuma delas foi escolhida. Foi então que Joaquim Ambrósio sugeriu homenagear o famoso time inglês que fazia uma excursão pelo país: o Corinthian Football Club. O clube que se tornaria o mais querido do Brasil já tinha nome. A torcida e a imprensa chamavam a equipe de Corinthian’s Team. Assim, a letra “s” foi acrescentada ao nome, e o clube ganhou o elegante nome Corinthians.

Primeira diretoria e sede

A primeira Diretoria ficou constituída da seguinte forma: Miguel Bataglia (presidente); Salvador Lapomo e Alexandre Magnuni (vice-presidentes); Antônio Alves Nunes (secretário); João da Silva (tesoureiro) e Carlos Silva (procurador geral). O local onde se confirmou a fundação do Corinthians, foi a residência do Sr. Miguel Bataglia; mas onde o clube foi sonhado e que deve ser considerado seu berço foi o salão de barbeiro de Salvador Bataglia, irmão de Miguel, e que existia à rua Júlio Conceição, esquina da rua dos Italianos. As reuniões continuavam sendo no salão de barbeiro de Salvador, mas ficou pequeno e a sede foi transferida para a confeitaria de Antônio Desidério, na rua dos Imigrantes, nr. 34, esquina com a rua Cônego Martins.

Os primeiros jogos

A estréia aconteceu dez dias após a fundação, em 10 de setembro de 1910. O adversário era o União da Lapa, uma respeitada equipe da várzea paulistana. Jogando fora de casa e esperando levar uma goleada, o Corinthians já mostrava que não estava para brincadeiras, e jogando com muita raça, acabou perdendo por apenas 1 a 0.
O Timão jogou assim: Valente, Perrone e Atílio; Lepre, Alfredo e Police; João da Silva, Jorge Campbell, Luiz Fabi, César Nunes e Joaquim Ambrósio.

Foi apenas um deslize. Quatro dias depois, no Campo da Rua Imigrantes, o Corinthians já mostraria que nasceu para vencer: 2 a 0 sobre o Estrela Polar. A honra do primeiro gol coube ao atacante Luís Fabi, que assim entrou para a história do clube. Nesta partida o Corinthians formou com Valente, Perrone e Atílio; Lepre, Alfredo e Police; João da Silva, Jorge Campbell, Luís Fabi, César Nunes e Joaquim Ambrósio. Depois disso, foram dois anos de invencibilidade.

Com os bons resultados e o crescimento da torcida – que desde sempre já se mostrava fiel e fanática – o Timão passou a pleitear uma vaga no Campeonato Paulista (1913). A Liga Paulista resolveu conceder uma chance, mas o Corinthians teria que disputar uma eliminatória. Não deu outra: dois jogos, duas vitórias – 1 a 0 no Minas Gerais, em 23 de março de 1913, e 4 a 0 no São Paulo do Bexiga, sete dias depois – e o passaporte carimbado para disputar o Paulistão deste mesmo ano.

Na primeira partida oficial, o Timão tropeçou no Germânia, perdendo por 3 a 1. MasJoaquim Rodrigues escreveu seu nome na história do Corinthians como o autor do primeiro gol em partidas oficiais. O Coringão acabou seu primeiro Paulista em 4°. lugar.

Em 1914, começava a hegemonia: no segundo Campeonato Paulista que disputou, o Corinthians não deu chance para os adversários. Uma campanha arrasadora, com dez vitórias em dez jogos, 39 gols marcados e goleadas para todos os lados. Neco (12 gols) ainda se sagrou o artilheiro da competição.

Começava assim a história do Sport Club Corinthians Paulista, um clube que ao longo dos seus (quase) cem anos passou pela várzea, lutou pelo profissionalismo, passou um jejum de 23 anos sem um título de expressão e foi rebaixado a série B do brasileirão. Mas invadiu o maracanã, conquistou o Brasil e dominou o mundo.

Momentos Marcantes

» 01 de setembro de 1910 nasce o Sport Club Corinthians Paulista.

» 10 de setembro de 1910. Nesta data, o Corinthians faz a primeira partida de sua história. Foi no campo da várzea da Lapa, com vitória do União por 1 a 0.

» 1913 – Após vencer dois jogos eliminatórios do Campeonato Paulista da Liga Paulista de Football, o timão ganhou o apelido de D’artagnan, o quarto mosqueteiro – Daí o surgimento da Mascote do clube.

» O mais antigo clássico paulista começou em 22 de junho de 1913. No Parque Antártica, o Timão caiu frente a equipe do Santos por 6 a 3.

» Corinthians 3 x 1 Barracas (da Argentina), no Parque São Jorge, em 01 de maio de 1929. Esta foi a primeira vitória do timão em jogos internacionais. E o jornal “A Gazeta” repercutiu o feito com a manchete do jornalista Thomas Mazzoni: o Corinthians venceu com “fibra de mosqueteiro” – a segunda versão da criação do Mascote do time.

» Em 5 de dezembro de 1976, a Fiel lotou o Maracanã. mais de 70 000 corinthianos invadem o Rio de janeiro para assistir a Semifinal do Brasileirão daquele ano. Foi o maior público pagante da história do clube (146.043 pessoas) e o maior deslocamento popular do mundo por causa de um evento esportivo em todos os tempos, e o Corinthians voltou classificado para final contra o Internacional.

» O ano que ninguém esquece. Em 1977, um gol de Basílio, aos 36 minutos do segundo tempo da decisão do paulistão daquele ano, mudou a história do Alvinegro. Naquela noite o time quebrou um jejum de 22 anos, oito meses e sete dias sem títulos de expressão.

» Em 29 de janeiro de 1983, Corinthians faz 10 a 1 no Tiradentes do Piauí, pelo campeonato brasileiro. É a maior goleada da história da competição.

» No dia 14 de janeiro de 2000 0 Timão vence o Vasco da Gama nos penais, em pleno Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e conquista o primeiro campeonato mundial de clubes da FIFA.

» Uma das maiores frustrações da história do clube ocorre em 02 de dezembro de 2007. O Corinthians empata com o Grêmio e é rabaixado para a Série B do campeonato brasileiro.

» Corinthians completa 5000 jogos em sua história no dia 17 de fevereiro de 2008, no empate por um gol diante do Bragantino, em jogo do campeonato paulista. E por falar e empate, este foi o de número 1222.

» Timão faz jogo de número 1.500 no Pacaembú diante do ABC de Natal em 30 de agosto de 2008. O resultado: Corinthians 4 x 0 ABC.

» Corinthians vence o Ceará por 2 a 0, em 25 de outubro de 2008, e retorna a elite do futebol brasileiro com seis rodadas de antecedência.

» A data de 04 de março de 2009 é marcada pela estréia de Ronaldo “Fenômeno” depois de mais de um ano sem participar de uma partida. Ele jogou cerca de 25 minutos no jogo da Copa do Brasil, Itumbiara 0 x 2 Corinthians.

» O Timão conquista sua vitória de número 400 no Brasileirão ao vencer o Barueri, por 2 a 1, em 23 de maio de 2009 no estádio do Pacaembú.

» 29 de janeiro de 2010: Corinthians apresenta patrocínio de R$ 38 milhões por ano – o maior acordo de patrocínio de um time de futebol do Brasil, que terá início em 1° de fevereiro e será válido até 31 de março de 2012.

» Gol 10 mil: em 14 de março de 2010 o jovem Dentinho faz o gol 10 mil da história do Corinthians em partida do campeonato paulista contra o Santo André.
Copa do Mundo de Clubes 2000
O Mundial – Um evento Pioneiro

O Campeonato Mundial de Clubes da Fifa disputado no Brasil foi o primeiro acontecimento futebolistico internacional do novo milênio. Esta valente e nova iniciativa para juntar uma comunidade de clubes mais globalizada contou com a incrivel coleção dos melhores talentos do planeta.

Melhor jogador do Mundial

O atacante Edilson, do Corinthians, foi o ganhador da “Bola de Ouro Adidas”. Seus dois gols e assistencia que deu , mostraram as enormes e variadas qualidades deste fantástico futebolista.

Trechos da materia do site da FIFA (14/01/2000)

CampeãoOs corintianos são os primeiros campeões do mundo “com a boca cheia”. Até hoje, o que se considerava um título mundial era a vitória da Copa Intercontinental, disputada em Tóquio.
No primeiro Mundial da Fifa, o título corintiano veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3.
Dida pegou o penalti cobrado por Gilberto e, na última cobrançaa vascaína, que poderia adiar a definição, Edmundo chutou para fora.

Trecho da matéria do site UOL (14/01/2000)

Foto: FIFA.com

Ficha técnica das partidas
PRIMEIRA PARTIDA
05/Janeiro/2000

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Stefano Braschi (ITA)
Cartões amarelos: Hrindou, Chadili e Misbah.
Gols: Luizão, aos 5min e Fábio Luciano, aos 20min do segundo tempo
CORINTHIANS 2 x 0 RAJA CASABLANCA
CORINTHIANS: Dida, Índio, João Carlos, Fábio Luciano, Kléber, Vampeta (Edu, aos 40min do segundo tempo), Rincón, Marcelinho Carioca (Marcos Senna, aos 19min do segundo tempo), Ricardinho, Edilson, Luizão (Dinei, aos 35min do segundo tempo). Técnico: Oswaldo de Oliveira
RAJA CASABLANCA: Chadili, Misbah, Talal, Jrindou, El Haimeur, Nejjary, Safri, Reda, Aboub, Moustaoudia e Khoubbache (Achami, aos 15min do segundo tempo). Técnico: Fathi Jamal
SEGUNDA PARTIDA
07/Janeiro/2000

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: William Mattus Vega (COS)
Cartões amarelos: Fábio Luciano, Kléber, Michel Salgado, Guti, Karembeu e Roberto Carlos
Gols: Anelka, aos 19min, Edilson, aos 28min do primeiro tempo; Edilson aos 18min e Anelka aos 25min do segundo tempo.
CORINTHIANS 2 x 2 REAL MADRID
CORINTHIANS: Dida; Índio, João Carlos, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta (Edu, 29min do segundo tempo), Freddy Rincón, Ricardinho (Marcos Senna, aos 40min do segundo tempo) e Marcelinho Carioca, Luizão e Edilson. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
REAL MADRID: Iker Casillas; Michel Salgado, Fernando Hierro, José Guti (Fernando Morientes, aos 24min do segundo tempo) e Roberto Carlos; Fernando Redondo, Christian Karembeu e Geremi (Steve McManaman, aos 24min do segundo tempo); Anelka, Raúl e Sávio. Técnico: Vicente del Bosque
TERCEIRA PARTIDA
10/Janeiro/2000

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Dick Jol (HOL)
Cartões amarelos: Marcelinho, Adílson, Luizão, Harthi e Al Shokia
Cartão vermelho: Daniel
Gol: Ricardinho, aos 25min do primeiro tempo, Freddy Rincón, aos 37min do segundo tempo
CORINTHIANS 2 x 0 AL NASSR
CORINTHIANS: Dida; Daniel, João Carlos (Adílson, aos 10min do primeiro tempo), Fabio Luciano e Kléber; Vampeta (Dinei, aos 20min do segundo tempo), Freddy Rincón, Ricardinho (Edu, aos 28min do primeiro tempo) e Marcelinho Carioca; Edilson e Luizão Técnico: Oswaldo de Oliveira.
ALL NASSR: Mohammed Babkr; Mohsin Al Harthi, Hadi Sharify, Ibrahim Al Shokia e Abdallah Al Karni; Mansour Al Mousa, Mousa Saib (Fahad Mehalel, aos 29min do segundo tempo), Fahad Al Husseini (Abdulaziz Al Janoubi, aos 41min do primeiro tempo) e Ahmed Bahji; Fuad Al Amin e Muhaisen Al Dosari (Ismael Triki, aos 43min do segundo tempo). Técnico: Oscar-Luis Fullone
FINAL
14/Janeiro/2000

Local: estádio do Maracanã no Rio de Janeiro
Árbitro: Dick Jol (HOL)
Cartões amarelos: Freddy Rincón, Adílson, Índio, Luizão, Felipe, Amaral, Paulo Miranda e Edmundo
Penalidades:
Corinthians: Freddy Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu; Marcelinho Carioca desperdiçou.
Vasco: Romário, Alex Oliveira e Viola; Gilberto e Edmundo desperdiçaram.
CORINTHIANS 0 (4) x (3) 0 VASCO DA GAMA
CORINTHIANS: Dida; Indio, Adilson, Fabio Luciano e Kleber; Vampeta (Gilmar, antes do inicio da prorrogação), Freddy Rincón, Ricardinho (Edu, no intervalo) e Marcelinho Carioca; Edilson (Fernando Baiano, aos 8min do 2° tempo da prorrogação) e Luizão Técnico: Oswaldo de Oliveira
VASCO DA GAMA: Helton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Felipe (Alex Oliveira, aos 12min do 1° tempo da prorrogação), Ramon (Donizete, aos 7min do 2º tempo da prorrogação) e Juninho (Viola, aos 6min da prorrogação); Romário e Edmundo Técnico: Antônio Lopes
Corinthians oficializa construção de estádio em nota oficial assinada por Andrés Sanchez, que explica a todos alguns detalhes do futuro “Fielzão”. Era o presente que faltava para a torcida corintiana.

Confira a nota na íntegra:

Anseio maior da coletividade Corinthians, a tão desejada casa própria esta prestes a ser construída. Chega assim ao seu final feliz o resultado de quase três anos de dedicação desta Administração e de mais dezenas de anos das anteriores, em um trabalho profissional de buscar a melhor solução.

Será assinado hoje um pré-contrato com a Organização Odebrecht para a construção de nosso estádio, em Itaquera, com um valor de referência de R$ 335 milhões, com a capacidade para receber 48 mil pessoas. A adequação desse estádio, para o recente anúncio de que o mesmo servirá para os jogos da Copa de 2014 e para sua abertura, será objeto de novas avaliações entre o Corinthians e a Odebrecht, sempre visando chegar ao melhor resultado.

Realmente, até que a Prefeitura declarasse que não transferiria o estádio do Pacaembu para o setor privado, esta era a prioridade inconteste do Timão: localização privilegiada, abrigo de nossas tradições, casa da Fiel, assumirmos o Paulo Machado de Carvalho era uma implicação lógica e emocional.

Inviabilizada esta opção, a Diretoria colocou-se em busca da melhor alternativa. Mais de 10 localizações foram consideradas e descartadas, por varias razões: falta de transporte publico, congestionamento já existente na região, perspectiva de deterioração do entorno, custo desproporcional da terra, restrições ambientais etc.

Um estudo de demanda, conduzido no primeiro semestre deste ano, revelou uma conclusão nada intuitiva: a perda de arrecadação decorrente de se localizar nosso estádio em Itaquera, em vez do Pacaembu, seria de menos de 20 por cento. Ora, considerando a economia no custo da terra (temos uma concessão válida ainda por mais cerca de 80 anos, de mais de 200 mil metros de terreno), acessibilidade por transporte público já concretizada (estação do metro na frente da área), melhoria planejada do acesso rodoviário (Anel Rodoviário em construção, complementado pela Avenida Jacu Pêssego), topografia propícia a uma construção mais barata e rápida, região prioritária para desenvolvimento ( segundo projeto da própria Cidade),nenhuma outra opção conseguiria suplantá-la econômica e financeiramente.

O estudo de demanda revelava, ademais, que o estádio teria condições de se pagar em menos de três anos, já que a arrecadação total projetada será superior a cem milhões de reais anuais, enquanto o custo total do estádio – dimensionado para até 50 mil espectadores – ficaria perto de trezentos milhões de reais.

Esta conclusão implicou em:

1. O dono de um projeto com esta taxa de retorno não deve procurar sócios, mas sim financiadores, pois ele tem condições de honrar um financiamento e ainda deixar polpuda margem de lucro para reforçar a equipe de futebol e outros projetos prioritários.

2. Ao contrário da maioria dos estádios em analise no Brasil que não teriam condições de se sustentar com a receita própria gerada – e, portanto, precisam de recursos públicos, alocados a fundo perdido, para se viabilizarem– o estádio do Corinthians terá uma rentabilidade única e invejável. Consequentemente, não reivindicamos, não precisamos, não queremos nem aceitaremos que recursos orçamentários públicos sejam consumidos pelo nosso projeto.

Constatada a viabilidade econômica do projeto – comprovação que o valor presente de receitas supera largamente o valor presente dos desembolsos – restava viabilizá-lo financeiramente. Vale dizer, o Corinthians teria que obter um empréstimo que lhe desse fundos durante os quase três anos da construção e que pudesse ser pago em prazo razoável, algo como 10 anos.

É sabido que as melhores linhas de financiamento para projetos de longo prazo encontram-se no BNDES . Empréstimos são concedidos ao setor privado, obedecendo às rígidas disposições do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, que garantem a saúde financeira da Instituição. Obviamente, quando maior a robustez patrimonial do tomador do empréstimo, melhor a taxa de juros concedida.

Estas linhas de crédito, entretanto, não estão acessíveis a clubes de futebol, cujo passado de inadimplência e gestão temerária está muito recente na memória de todos. Cabia, então, ao Corinthians superar dois desafios para construir seu estádio:

1. Selecionar uma construtora de primeira linha que pudesse assumir conosco e com o detentor de linhas de financiamento o compromisso de entregar a obra em tempo e a custo pré-determinado, sem sacrifício de qualidade.

2. Encontrar uma grande corporação do setor privado que contraísse o empréstimo no BNDES como garantidor, sem cobrar, em troca, participação nos nossos cobiçados lucros futuros.

Depois de várias consultas a grupos privados, a solução despontou quando a Organização Odebrecht – uma das maiores construtoras do Brasil – aceitou nosso apelo para superar simultaneamente os dois desafios: construir nosso estádio a preço justo e oferecer ao BNDES o peso da sua solidez econômico-financeira, tendo como lastro os direitos sobre a denominação do nosso estádio. A Odebrecht foi a responsável pela conclusão, em tempo recorde, do Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão), possibilitando seu uso nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

A partir desta concepção, a solução do enigma desenvolveu-se como a prova de um teorema:

1. Um dos mais renomados escritório de arquitetura do País, certamente dos mais experientes em estádios de futebol, foi contratado pelo Corinthians para desenvolver o projeto conceitual do estádio. O Dr. Anibal Coutinho concebeu e detalhou este projeto, aliando funcionalidade e elegância, cumprindo todas as exigências dos manuais da FIFA para se enquadrar como estádio padrão da Copa do Mundo e apto a receber uma final de Taça Libertadores.

2. O escritório alemão Werner Sobek foi também contratado pelo Corinthians para desenvolver o projeto estrutural da cobertura e da fachada. Trata-se do mais avançado centro europeu de soluções arrojadas e econômicas, que aportam modernidade aos estádios do Século XXI.

3. Destes estudos, resultou a concepção física da nossa futura casa e uma primeira estimativa do custo da obra, que se situa entre R$ 320 e 350 milhões, aí incluídos os custos de pré-projeto, gestão e detalhamento.

4. O projeto apresenta as seguintes características:
a. Capacidade total para 48 mil espectadores, sendo 16 mil cadeiras cobertas
b. 225 camarotes
c. 2.100 vagas de estacionamento

Com base neste conjunto de informações, Corinthians e Odebrecht firmarão nesta data um protocolo, estabelecendo que:

– o projeto conceitual já existente será detalhado, transformando-se no Projeto Executivo da obra, depois de ser aprovado pelo Corinthians, antes do final deste ano;

– este Projeto Executivo será submetido ao BNDES, em busca do financiamento desta obra, dentre dos parâmetros já existentes no Banco para projetos semelhantes, sem vantagens ou privilégios. A garantia deste financiamento será responsabilidade da Organização Odebrecht.

– o Corinthians entrega à Odebrecht o direito de usar ou revender a denominação do estádio, reservando-se a escolha de para quem irá este direito, se revendido, e dispondo de até um ano para autorizar a operação de revenda.

– o valor do contrato de denominação do estádio é idêntico ao valor médio estimado para a obra: R$ 335 milhões.

– se a receita auferida pela revenda for maior do que R$ 335 milhões, o valor que exceder ao valor contratado será de propriedade do Corinthians; no caso reverso, o Corinthians cobrirá a diferença com suas receitas próprias, na mesma proporção do repagamento do financiamento concedido pelo BNDES.

– do lado do custo, o Corinthians terá a última palavra nas decisões, no esforço de mantê-lo tão baixo quanto possível, respeitado o padrão fixado no projeto. Para tanto, contratará uma gerenciadora, que acompanhará todos os passos da construção.

– para manter receitas e despesas do novo estádio separadas das já existentes, o Corinthias criará uma companhia exclusivamente para construir e operar o estádio, propriedade integral do Clube. Esta empresa garantirá a integridade dos pagamentos, sem que a Construtora tenha qualquer ingerência ou participação na gestão do estádio.

– o Corinthians antevê, com base nos contatos técnicos previamente estabelecidos com o BNDES, o enquadramento formal do projeto antes de 90 dias e, o início das obras, ainda neste ano. Todos os esforços serão mobilizados para que a inauguração ocorra antes do segundo semestre de 2013, já que o apoio unanime dos governos Federal, do Estado e do Município abreviará os tempos de análise e aprovação pelos órgãos competentes.

– todas as disposições do Protocolo estarão sujeitas à aprovação prévia do Conselho de Orientação e do Conselho Deliberativo, por parte do Corinthians; e do seu Conselho de Administração, por parte da Organização Odebrecht.

Os critérios técnicos impostos no ritual de desenvolvimento deste projeto fizeram com que naturalmente ele esteja sendo cogitado como o da abertura da Copa do Mundo de 2014. Apesar de ter sempre apoiado a solução Morumbi como a mais natural para este uso, o Corinthians se dispõe a ser instrumento da permanência em São Paulo da abertura da Copa, desde que para tanto seu estádio não tenha que receber doações de recursos governamentais nem ser onerado por investimentos ou despesas de manutenção decorrentes do ajuste de seu projeto aos padrões exigidos para a abertura de uma Copa.

Etapa final de um processo conduzido com paciência, sem concessões, obedecendo rigorosamente os ditames e exigências ecológicas, econômicas e financeiras, o Corinthians mais uma vez inova, ao manter sob seu controle todas as decisões e a gestão integral do patrimônio criado. Sem recorrer a favores políticos, nem ceder a pressões de grupos, o Corinthians comemorará seu Centenário abraçado pela sua Fiel, protegido por São Jorge e celebrando a concretização do seu sonho maior: a construção da casa própria.

República Popular do Corinthians, 31 de Agosto de 2010

Andrés Navarro Sanches
Presidente

Lula e Andrès SanchezPresidente da República altera rotina do Parque São Jorge

Na cerimônia em que participa no Parque São Jorge, para receber o título de “Chanceler Honorário do Futebol Brasileiro”, pelo Clube dos 13, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva também recebeu uma homenagem de seu clube do coração, o Corinthians.

Com o título de “Torcedor Centenário”, Lula recebeu das mãos de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, um passaporte, uma camisa e uma faixa da República Popular do Corinthians, parte da ação de marketing do clube, anunciada no último sábado.

– Presidente Lula é o primeiro presidente da República Popular do Corinthians. O Corinthians se compromete com o Brasil – disse Andrés Sanchez, que orientou Lula ao vestir a faixa.

A primeira-dama Marisa Letícia também recebeu o passaporte da República Popular do Corinthians. Lula aproveitou a ocasião e brincou dizendo iria adiquir um passaporte para todos seus filhos, já que não os queria como “imigrantes ilegais” da República do Corinthians.

Depois, foi a vez de o Clube dos 13 fazer a sua condecoração. Em agradecimento, o presidente explicou porque dá tanto valor ao futebol:

– Isso só poderia ser feito por uma equipe de governo e por um presidente que conhece as arquibancadas dos clubes e dos campos de futebol do seu país – afirmou.

Ronaldo FenômenoRonaldo recebe título de cidadão paulistano

O atacante Ronaldo compareceu ao Show da Virada, no Vale do Anhangabaú, em comemoração ao centenário do Corinthians. O atacante subiu ao palco e recebeu do governador de São Paulo, Alberto Goldman, que é corintiano, o título de cidadão paulistano. O jogador expressou emoção por defender o clube.

– Eu queria agradecer imensamente esta nação, que é incrível. Incrível e maravilhosa. Ela me recebeu muito bem. Queria agradecer ao governador também e, principalmente, ao Andrès (Sanchez, presidente do Corinthians), que fez este sonho acontecer. Não me imaginaria hoje sem vestir a camisa do Corinthians. É um sonho realizado, sou o cara mais feliz do mundo.

A festa segue a todo vapor. Segundo a Polícia Militar, cerca de cem mil pessoas (por volta das 22 horas) estão no local, quantidade tão grande que um espaço reservado à imprensa foi cedido para os torcedores.

Todos os títulos
Competição Ano
Mundial de Clubes FIFA 2000
Campeonato Brasileiro 1990, 1998, 1999 e 2005
Copa do Brasil 1995, 2002 e 2009
Supercampeonato Brasileiro 1991
Camp. Brasileiro Série B 2008
Torneio Rio-São Paulo 1950, 1953, 1954, 1966, 2002
Campeonato Paulista 1914, 1916, 1922, 1923, 1924, 1928, 1929, 1930, 1937, 1938, 1939, 1941, 1951, 1952, 1954, 1977, 1979, 1982, 1983, 1988, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2009
Taça Competencia 1922, 1923, 1924
Taça Cidade de São Paulo 1922, 1942, 1943, 1947, 1948 e 1952
Torneio Inicio do Paulista 1919, 1920, 1921, 1929, 1936, 1938, 1941, 1944, 1955
Torneios Nacionais/Estaduais
Torneio Quinela de Ouro
Campeão do IV Centenário
Taça São Paulo
Torneio Laudo Natel
Centenário da Independência
Copa Bandeirantes
Taça do Povo
Taça Gov. do Estado SP
Taça Cid. de Porto Alegre (RS)
Torneio de Brasilia
Pentagonal de Recife (PE)
Triangular de Goiania (GO)
Taça Ballor
Taça Fasanello
Taça Henrique Mundel
Taça Pref. Munic. de São Paulo
Taça Charles Muller
Torneio das Missões
Taça Piratininga
1942 (Taça Supremacia)
1954
1962
1973
1922
1994
1971
1977
1983
1958
1965
1967
1923, 1924 e 1928
1938
1938 (Festival do São Paulo FC)
1953
1954 e 1958
1953 (Taça Tibiriça)
1968
Torneios Internacionais
Taça Cittá de Firenze (ITA)………

Pequena Taça do Mundo …………
Copa Cidade de Turim (ITA)
Torneio Costa do Sol (ESP)
Trofeu Apolo V (EUA)
Copa da Feira de Hidalgo (MEX)
Troféu Ramón de Carranza
Torneio Int. Charles Muller (BRA)
Copa do Atlântico
Copa São Paulo (BRA)
Copa das Nações (EUA)
T. de Verão Cid. de Santos (BRA)
Copa dos Campeões

1929 (ao empório Toscano, Sudan Ovais e Prof. Caputto)
1953 (Copa Pres. Marcos Perez Gimenez)
1966, 1969
1969
1969 (Torneio de New York)
1981
1996
1955
1956
1975
1985
1986 e 1987 (venceu os dois primeiros torneios)
1986
Outros Campeonatos/Taças
Taça São Paulo de Juniores
Taça dos Invictos
Dallas Cup (Juniores)
Copa Nike (Juniores)
Mundial de Clubes Sub 18
1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005 e 2009.
1956, 1957, 1990 e 2009.
1999, 2000
2003
2010
Outras Taças e Troféus
Nacionais
Taça Mais Querido do Brasil (1955)
Troféu Osmar Santos (2005)

Interestaduais
Char de la Victoire e Taça Vada (1928)
Taça Apea (1930)
Taça Aliança da Bahia (1936)
Taça Prefeitura de Salvador (1936)
Taça Linha Circular (1938)
Taça de Campeões Rio-São Paulo (1941)

Titulos Honorificos
Galo da Várzea (1910, 1913)
Campeão do Centenário (1922)
Campeão dos Campeões do Brasil (1929)
Tri tricampeão paulista
Campeão Honorário do Brasil: Torneio Rio-São Paulo (1950)
Fita Azul do Futebol Brasileiro (1952)
Campeão Internacional dos Invictos(1954)
Campeão dos Centenários (1922 e 1954)
Campeão Paulista do Século XX

Estaduais
Taça Beneficência Espanhola (1915, 1916);
Taça Cronistas Esportivos (1916);
Taça oferecida pelo dr. Alcântara Machado (1916);
Taça oferecida pelo sr. Celinho Ambrósio (1917);
Taça Amílcar Barbuy (1919);
Taça União Brasil (1919);
Taça 47 (1919);
Taça Neco (1920);
Taça Doutor Arnaldo Vieira de Carvalho (1920);
Taça Prefeitura Municipal de Guaratinguetá (1920);
Taça Ida (1921);
Taça Antarctica (1921);
Taça ao Preço Fixo (1921);
Taça Sacadura Cabral e Gago Coutinho (1922);
Taça Cântara Portugália (1922);
Taça Joalheria Castro (1925);
Taça Guido Giacominelli (1925);
Taça Agência Ford (1925);
Taça Studebaker (1925);
Taça Lacta (1926);
Taça Centenário do Uruguai (1926);
Taça Guanará Espumante (1926);
Taça Francisco Rei (1926);
Taça Apea (1926);
Taça De Callis (1926);
Taça Elixir de Cabo Verde Composto (1926);
Taça Adamastor (1926);
Taça Fábrica de Gelo Vila Mathias (1927);
Taça Sarmento Beires (1927);
Taça Ribeiro de Barros (1927);
Taça Tipografia Carvalho (1927);
Taça O Comerciário (1927);
Taça Almirante Sousa e Silva (1929);
Troféu Washington Luís (1930);
Taça Ministro do Chile (1928, 1931);
Troféu Liga Paulista (1939);
Taça Duque de Caxias (1941);
Taça Manoel Domingos Corrêa (1942);
Troféu Bandeirante (1954);
Troféu Lourenço Fló Júnior (1962)
Taça da Solidariedade (1994)

Letra e Musica:
Lauro D’Avila

Salve o Corinthians,
campeão dos campeões.
Eternamente
Dentro dos nossos corações.

Salve o Corinthians,
De tradições e glórias mil.
Tu és o orgulho
Dos desportistas do Brasil

Teu passado é uma bandeira,
Teu presente, uma lição.
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão.

Corinthians grande,
Sempre altaneiro.
És do Brasil
O clube mais brasileiro.

Todos os Escudos

Primeiro escudo

A primeira camisa do Timão era bege com frisos pretos nos punhos e na gola, e o distintivo com as letras “C” e “P” entrelaçadas no peito esquerdo. Havia um problema: quando se lavava o uniforme, o preto do brasão borrava a camisa bege, que também desbotava; como a diretoria não tinha dinheiro para sempre comprar outro, decidiu-se substituir o bege pelo branco.Este é o primeiro usado pelo clube. Criado em 1910, seguindo o padrão europeu.

segundo escudoO segundo foi criado em 1910, seguindo o padrão europeu.

primeiro escudoDepois, ele sofreu uma pequena mudança, ficando menos arredondado.

primeiro escudoEm 1920, o escudo corinthiano sofreu significativa alteração, ficando quase igual ao atual.

Escudo de 1933Em 1933, por causa do incremento dos esportes aquáticos, foram acrescentados âncora e o par de remos dando o visual que é consagrado e admirado até hoje. Com o tempo foi ganhando formas (estrelas) com diversas conquistas corinthianas.

Sport Club Corinthians PaulistaEste é o atual (2009)

Com o passar dos anos, o escudo ganhou estrelas representando as várias conquistas nacionais e internacionais. As quatro estrelas em linha simbolizam as conquistas do tetra-campeonato Brasileiro em 1990, 1998, 1999 e 2005. A estrela superior é o simbolo da maior conquista de um clube: O primei

Mosqueteiro D’Artagnan
O símbolo oficial do Corinthians é, não por acaso, um mosqueteiro, ícone da valentia, audácia e espírito de luta. A adoção do personagem remonta aos primeiros anos de vida do clube. Em 1913, uma cisão nas lideranças do futebol paulista levou à fundação da APEA – Associação Paulista de Esportes Atléticos, para onde se transferiu a maioria dos clubes da época.

Na Liga Paulista, esfacelada, ficaram apenas o Americano, o Germania e o Internacional, conhecidos então como os três mosqueteiros do futebol bandeirante. Nesse cenário, o Corinthiansentrou como D’Artagnan, passando a ser o quarto (e mais adorado) mosqueteiro, como no romance criado pelo francês Alexandre Dumas. Para ser aceito no universo esportivo dos mosqueteiros, o Corinthians teve de mostrar sua fibra. Como havia outros pretendentes à vaga, o Corinthians disputou um torneio seletivo contra o Minas Gerais e o São Paulo, outros dois grandes da várzea paulistana.

Mascote do Corinthians
Com classe e competência, o time corintiano venceu o Minas por 1 a O e derrotou o São Paulo por 4 a 0, sendo aceito na confraria e garantindo o direito de disputar a Divisão Especial da Liga no ano seguinte.


Camisa 1916Camisa Histórica de 1916

Camisa utilizada pelo Corinthians na conquista do Campeonato Paulista de 1916.

Uniforme 1Uniforme 2Uniformes 2005

Uniformes utilizados na conquista do Campeonato Brasileiro de 2005

Camisa Roxa 2008

Corinthians lança Camisa Roxa

Em 31 de janeiro de 2008 o Corinthians lançou uma camisa roxa como seu terceiro uniforme. O modelo, que lembra muito o do Fiorentina (ITA), foi densenvolvido para homenagear todos os “corintianosroxos” do clube. A partir de março, os jogadores passaram a usar a cor roxa em algumas partidas do Timão.

Segundo o vice-presidente de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosemberg, a escolha da cor é por causa da paixão dos torcedores pelo time.

“Branco e preto é a nossa eterna tradição, mas o roxo é a cor da nossa paixão. Daqui pra frente, falou roxo, falou Timão” – dizia Rosemberg.

Um dos primeiros jogadores a conhecer o novo modelo foi o atacante Dentinho.

“A camisa é linda. Espero fazer muitos gols para a torcida, pois sem ela o Corinthians não é nada” – afirmava Dentinho.

O Corinthians já teve, até então, camisa número 3 nas cores prateada, preta com listras douradas, etc.

Camisa com logotipo da AACDCorinthians solidário

Ainda sem um patrocinador definido para a temporada 2009, o Corinthians acatou sugestão do atacante Ronaldo para ceder o espaço destinado a patrocinadores a entidades assistenciais. O astro da equipe havia indicado que o time anunciaria o logotipo do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) ou da Unicef, mas não houve acordo com as instituições da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com isso, o Corinthians se solidarizou por uma causa nobre para a partida de 15 de fevereiro de 2009 (domingo), às 16h, diante do São Paulo no Estádio do Morumbi. Para o clássico, o Timão cedeu gratuitamente o espaço na camisa alvinegra destinado aos patrocinadores para a AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente, que tem por objetivo divulgar a causa da instituição. O intuito da parceria é mobilizar a população em favor dos 32 mil deficientes físicos que aguardam na fila de espera por atendimento.

A ação não representará qualquer custo para a AACD. Além de dar visibilidade ao trabalho da instituição, a iniciativa possibilitará a obtenção de recursos pela entidade: as camisas utilizadas na partida serão autografadas e leiloadas, com a renda revertida às crianças da AACD.

A AACD investe os recursos recebidos na sua missão, que é “Promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social”.

Graças às doações recebidas em 2008, foram realizados 1.221.389 atendimentos, entre terapias, consultas, exames, cirurgias e aulas do ensino fundamental para as pessoas com deficiência física atendidas pela instituição.

Estádios Corinthianos
O Campo da Ponte grande

Corinthians começou jogando na Várzea, no Lenheiro (1910/13), como era conhecido o terreno da rua José Paulino, no Bom Retiro (utilizado por um vendedor de madeira para guardar o material de trabalho) em que o time fazia as suas partidas e, depois, no Floresta, na Ponte Grande, atual Ponte das Bandeiras, às margens do Rio Tietê. O terreno foi doado pela prefeitura e transformado em estádio pelo suor e trabalho dos próprios jogadores e dirigentes do clube. Nele o Corinthians jogou de 1918 a 1927, num total de 108 jogos, com 83 vitórias, 43 empates e 12 derrotas. Marcou 391 gols e sofreu 111.

Duas partidas, ambas com o Palestra Itália (atual Palmeiras), marcaram a inauguração deste primeiro campo oficial do Corinthians, na Ponte Grande. Ficava ao lado da Associação Atlética das Palmeiras, na Floresta. Empatou a primeira por 3 a 3, e perdeu a segunda por 4 a 2. A inauguração aconteceu no dia 17 de março de 1918. Cerca de 10 mil pessoas estavam presentes, torcendo pelo Corinthians, que já possuía a fama de clube operário.

O Parque São Jorge

Estadio Alfredo SchurigEm 1926, o Corinthians comprou o que seria sua casa até hoje: o Parque São Jorge. A área situada às margens do Rio Tietê pertencia ao E.C. Sírio e foi comprada pelo presidente Ernesto Cassano, por 750 contos de réis, pagos em prestações por um período de dez anos. Após dois anos de reformas, o Estádio Alfredo Schurig foi inaugurado em um empate de 2 a 2 com o América carioca no dia 22 de julho de 1928. O primeiro gol marcado foi do Timão. E foi o mais rápido da história do estádio: aos 29 segundos, o ponta esquerda DeMaria inaugurou o placar da casa corintiana.

A gestão do presidente Alfredo Schurig, de 1930 a 1933, promoveu numerosas melhorias no campo, construiu arquibancadas e batizou com seu próprio nome a casa do Corinthians.

Curiosidades do Parque São Jorge

Nome Oficial: Estádio Alfredo Schürig
Apelido: Fazendinha
Inauguração: 22 de julho de 1928 no amistoso em 2 a 2 com o América-RJ.
Primeiro gol: De Maria (aos 29 segundos do primeiro tempo)
Primeiro jogo à noite: 25/2/1961 – Corinthians 7×2 Flamengo
Recorde de público: 33 mil pessoas para assistir Corinthians 1 x 2 Santos, em 04 de novembro de 1962
Último jogo: Corinthians 1 x 0 Brasiliense, em 3 de agosto de 2002 (Amistoso)
Último gol: Fabinho, aos 44 minutos do segundo tempo.

Todos os Presidentes
Na ordem: nome completo/ano

Andrés Sanchez: 2007 a —

Clodomil Antonio Orsi (Interino): 2007

Alberto Dualib: 1993 a 2007

Marlene Matheus: 1991 a 1993

Vicente Matheus: 1987 a 1991  Veja » Biografia

Roberto Pasqua: 1985 a 1987

Waldemar Pires: 1981 a 1985

Vicente Matheus: 1972 a 1981

Miguel Martinez: 1971 a 1972

Wadih Helu: 1961 a 1971

Vicente Matheus: 1959 a 1961

Alfredo Ignacio Trindade: 1948 a 1959

Lourenço Fló Junior: 1947 a 1948

Alfredo Ignácio Trindade: 1944 a 1946

Manuel Domingos Correia: 1941 a 1943Pedro de Souza: 1941

Mario Henrique Almeida (Interventor): 1941

Manuel Correcher: 1935 a 1941

José Martins Costa Jr.: 1933 a 1934

João Baptista Mauricio: 1933

Alfredo Schurig: 1930 a 1933

Filipe Collona: 1929 a 1930

José Tipaldi: 1929

Ernesto Cassano: 1928

Guido Giacominelli: 1927

Ernesto Cassano: 1926

Aristides de Macedo Filho: 1925

Guido Giacominelli: 1920 a 1925

Albino Teixeira Pinheiro: 1918

João de Carvalho (Interino): 1918

João Martins de Oliveira: 1917

João Baptista Mauricio: 1915 a 1916

Ricardo Oliveira: 1915

Alexandre Magnani: 1910 a 1914

Miguel Battaglia: 1910

Curiosidades do Timão
O primeiro gol e vitória

O atacante Luís Fabi marcou o primeiro gol da história do Corinthians contra o Estrela Polar, em jogo da várzea paulistana. A partida foi realizada no campo da Rua dos Imigrantes, hoje, atual Rua José Paulino, no Bom Retiro. O Corinthians venceu por 2 a 0 com gols de Luís Fabi e Jorge Campbell.

Por uma vaga no Paulistão

Para ganhar uma vaga no Campeonato Paulista de 1913, o Timão disputou (e venceu) dois jogos eliminatórios: Corinthians 1 x 0 Minas Gerais e Corinthians 4 x 0 São Paulo do Bexiga.

Jogador que mais vetiu a camisa

Wladimir Rodrigues dos Santos, ou simplesmente Wladimir, foi o atleta que mais vestiu o manto corinthiano: 803 vezes. O prata da casa teve sua primeira chance em 1972, durante uma excursão à Europa.

O maior artilheiro

Foi o ponta-direita Cláudio Crhistóvam do Pinho que atuou de 1945 a 1957. No total fez 306 gols.

Jogador mais novo

O jogador mais novo a entrar em campo foi João Alves de Assis Silva, o atacante Jô. Foi na partida de 19 de julho de 2003, em que o Corinthians venceu o Guarani por 1 a 0. À época, Jô tinha 16 anos, treis meses e seis dias.

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