História do AMÉRICA FUTEBOL CLUBE

América de Natal AMÉRICA FUTEBOL CLUBE
Fundado em 14 de julho de 1915
Endereço: Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol
Natal/RN – CEP: 59020-200
Estádio: … – Capacidade: 000 pessoas
Site: www.americadenatal.com.br
A Fundação

O glorioso América Futebol Clube foi fundado no feriado de 14 de julho de 1915, no feriado nacional comemorativo à queda da bastilha, na residência do Juiz Joaquim Homem de Siqueira, situada na rua Vigário Bartolomeu, que posteriormente serviu de local para guardar o material do clube.

A diretoria provisória foi formada por Francisco Lopes de Freitas, presidente; Oscar Homem de Siqueira, vice-presidente; Getúlio Soares Ferreira, orador; Manoel Coelho Filho, primeiro secretário; Napoleão Soares Ferreira; segundo secretário; José Fernandes de Oliveira, diretor de esportes; José Lopes Teixeira, tesoureiro e João Batista Foster Gomes da Silva, cobrador.

Nesta reunião foi determinado que o clube teria o nome de América Football Clube, e que o traje seria jaqueta azul e o calção branco. A bandeira oficial seria azul, tendo no centro um círculo branco e sobre este, as letras AFC, não sendo discutido o estatuto do clube.

As três versões sobre os fundadores

Existem três versões sobre os nomes que fundaram o América. A primeira delas, do então Juiz de Direito de Acari, Dr. Oscar Homem de Siqueira, que nominou como 25 o número de fundadores.

A segunda, divulgada na edição de 11 de setembro de 1983 de “O Poti”, consta uma relação de 27 pessoas, entre elas, Abel Viana, Antonio Rocha, Aníbal Ataliba, Aguinaldo Tinoco, Aguinaldo Câmara, Aguinaldo Fernandes, Armando Cunha, Augusto Servita Pereira, Caetano Soares Ferreira, Carlos Laet, Caos Fernandes Barros, Carlos Homem de Siqueira, Clóvis Fernandes, Francisco dos Reis Lisboa, Francisco Lopes de Freitas, Getúlio Soares Ferreira, José Artur dos Reis Lisboa, José Fernandes de Oliveira, José Lopes Teixeira, Lauro de Andrade Lustosa, Manoel Coelho Filho e Máeira e Sidrack Caldas.

A terceira versão para a fundação do time rubro é bastante interessante. Consta que o Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, destruiu a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, e aí, o América foi obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória. Para tanto, registrou os Estatutos pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.

 
SEDE SOCIAL

A “Babilônia” transformou o Tirol (*)

A comparação é bastante batida, mas a repetição é inevitável. O bairro do Tirol teve duas fases: antes e depois da majestosa sede do América na avenida Rodrigues Alves.

Até o final dos anos 50, havia a pequena sede social localizada no mesmo terreno porém com a frente para a rua Maxaranguape. Era um prédio simples, de longe ás vezes parecendo até um imenso galpão, onde o clube chegou a realizar grandes festas, disputando a liderança com o “rival” Aero Clube.

Sentindo que o clube havia crescido demais e precisava de oferecer a seus associados uma sede maior e mais moderna, um de americanos da velha guarda, tais como Humberto Nesi, Osório Dantas, Heriberto Bezerra, Humberto Pignataro, Adalberto Costa, Ruy Barreto, e entre outros resolveu arregaçar as mangas enfrentar a barra.

Logo tratou de parar com futebol profissional, a título de economia, consolidando o projeto a partir de 1960, quando se licenciou da federação. Construiu sua sede monumental e aí mudou a vida noturna do bairro. As festas na “Babilônia” praticamente fechavam as ruas próximas ao clube e, no Carnaval, virava um pandemônio. As grandes noitadas de Momo reuniam cinco mil pessoas, que ninguém sabe como cabiam ali dentro.

A partir daí, o bairro virou zona nobre da cidade, o preço foi para as alturas.

Utilidade Pública

No dia 03 de outubro de 2003 foi publicado no Diário Oficial do Município a Lei n° 5.493, de autoria do vereador Hermano Morais, reconhecendo o América Futebol Clube, como de Utilidade Pública Municipal.

Em 07 de novembro de 1928, através da Lei 707 o clube foi reconhecido como de Utilidade Pública Estadual.

Títulos Regionais:

Copa do Nordeste em 1998

Taça Almir em 1973 (conhecida como Taça Norte-Nordeste)

Títulos Estaduais:

Campeonato Potiguar: 1919, 1922, 1926, 1927, 1930, 1931, 1946, 1948, 1949, 1951, 1952, 1956, 1957, 1967, 1969, 1974, 1975, 1977, 1979, 1980, 1981, 1982, 1987, 1988, 1989, 1991, 1992, 1996, 2002, 2003
Obs.: Os títulos de 1920, 1924 e 1943 é reinvidicado pelo América

Copa RN: 2006

Torneio Início do Estadual: 1919, 1929, 1932, 1934, 1948, 1949, 1952, 1953, 1955, 1969, 1971, 1982, 1984 e 1991

Taça Cidade do Natal: 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977 (Taça Governador Radir Pereira de Araújo), 1985, 1987, 1988, 1994 e 1995

Troféu Leonardo Nogueira: 1987, 1990 (Taça Cidade de Mossoró)

Torneio Municipal do Natal: 1953

Outros Títulos:

Torneio Imprensa: 1920 e 1984
Torneio RN/PE: 1983
Torneio Coronel Murad: 1927
Torneio Quadrangular do Maranhão: 1950
Torneio Fantasmas do Norte: 1950
Torneio Quadrangular de Natal: 1950 e 1958
Torneio Seletivo para Série A de 1974: 1974 (jogos entre América x ABC)
Torneio Seletivo para Série C 1990: 1990 (jogos entre América, ABC e Alecrim)
Torneio Qualificatório para Série B 1994 – Zonal RN/CE: 1993

Categorias menores

Campeonato Potiguar Sub-20: 2000
Torneio Início Juvenil: 1953
Campeonato Potiguar Sub-17: 1967, 1968, 1969, 2003, 2004
Campeonato Potiguar Sub-15: 2005

Hino: Eu Sou América

Letra: Behring Leiros e Hilton Acioli

O nosso time mostra a sua raça no jogo,
É o América, América
Vai
conquistando o coração do povo no jogo,
E na
torcida eu sou América
Eu sou América e tenho orgulho de ser,
Porque o América em tudo é o melhor

É alegria no esporte e no futebol
América, América (Bis)

Meu coração vibra nas suas cores
Eu sou América, América
É uma canção que canta mil amores, enfim,
Cantou América, América
Vamos em frente gente Americana
Mostrar que o nosso time entrou pra valer

“Grande Ídolos Americanos”

(América FC, de Natal/RN)

 
Poeta Cypriano Maribondo (em 29/01/2010) – cmgtpoeta@yahoo.com.br
 
Mesmo não torcendo pelo América,
Nestes meus versos, eu vou lhes falar.
Destes jogadores, ídolos Americanos,
Que encantaram ao torcedor, potiguar.

SOUZA, do América, é o maior ídolo.
MOURA, o Príncipe Negro do América.
HELCIO JACARÉ, o maior na era Castelão.
IVAM SILVA fez história em sua época.

Vou continuar citando outros craques.
Que toda a torcida Americana, idolatrou.
SAQUINHO, ZÉ GOBAR e PANCINHA.
Três irmãos, que o Americano, consagrou.

SAQUINHO foi o maior dos atacantes.
No Juvenal Lamartine, seus gols encantaram.
ZÉ GOBAR, um meio de campo brilhante,
PANCINHA e ASSIS, bela dupla eles formaram.

SCALA, jogador de fino trato com a bola.
Com suas jogadas de craque, era pura alegria.
UBIRAJARA, para a torcida, o maior goleiro.
Não poderia deixar de constar nesta galeria.

Através destes jogadores, que aqui citei.
Homenageio todos os jogadores do América.
Mesmo eu sendo um fiel torcedor ABCdista.
Jamais poderia esquecer estes grandes atletas.

Que mostraram para todos, um futebol bonito.
Jogado com amor e raça, por todos desta seleção.
Se hoje, eles jogassem, o America era invencível.
O Dragão Alvirubro, seria o grande campeão.

Graças a Deus, eles jogaram em épocas diferentes.
Quando jogaram, mostraram garra, raça e valor.
Hoje com meus versos, homenageio estes craques.
Que os seus nomes, o torcedor potiguar, gravou.

 Pesquisa: Sidney Barbosa da Silva
Fontes: “Revista do América” – Setembro de 1997; (*) Everaldo Lopes – Jornalista, em matéria no site oficial do clube.

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