Centro Sportivo Alagoano

Centro Sportivo Alagoano CSA – Centro Sportivo Alagoano
Fundado em 07 de setembro de 1913
Endereço: Av. Major Cícero de Góes Monteiro, 2597
Mutange, Maceió/AL – CEP.: 57017-320
Estádio Gustavo Paiva (Mutange) – Capacidade: 4.000 pessoas
Site oficial: www.centrosportivoalagoano.com.br
A Fundação e Troca de Nome

O Centro Sportivo Alagoano foi fundado no dia 7 de setembro de 1913 na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, quando um grupo de desportistas, liderado por Jonas Oliveira, se reuniu com o objetivo de criar a agremiação. Seus fundadores foram os seguintes: Jonas de Oliveira, Osorio Gatto, Entiquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Francisco Rocha Cavalcante, Arestides Ataide de Oliveira, Antonio Miguel de Oliveira e Vicente Grossi.

O primeiro nome do clube foi Centro Sportivo Sete de Setembro, em homenagem a sua data de fundação, e começou a funcionar na própria sede da Sociedade Perseverança, onde ficavam guardados os seus primeiros barcos. Ali, se formou uma verdadeira academia de atletas, pois o clube tinha um ótimo corpo de lutadores de boxe, luta greco-romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo e de disco e esgrima. Os esportes náuticos só entraram na história do clube em 1917 e, durante muitos anos, seus associados usaram a Lagoa Mundaú para passeios e competições náuticas.

Não demorou muito tempo e a sede do clube foi transferida para uma das dependências do Palácio Velho, antigo Palácio do Governo. Em seguida, no ano de 1915, mais uma mudança ocorreu e a sede azulina passou a funcionar em um prédio na Praça da Independência, antiga Praça da Cadeia, pertencente ao Tiro de Guerra. Foi aí, inclusive, que o time realizou seus treinos e jogos. O primeiro jogo dos azulinos foi contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife e os azulinos venceram por 3 a 0.

Dois anos após a fundação, aconteceu a primeira modificação do nome do CSA que, de Centro Sportivo Sete de Setembro passou a se chamar Centro Sportivo Floriano Peixoto, em 1915.

No dia 13 de abril de 1918, o time mudou mais uma vez a sua razão social e foi batizado, em assembléia geral, com o nome de Centro Sportivo Alagoano, que de imediato passou a se identificar com o povo alagoano e a ser conhecido como o “Clube das Multidões”.

O CSA 97 anos depois

Com um passado de glórias, o atual presente não é tão animador para a torcida do CSA, já que o clube foi rebaixado para a segunda divisão do campeonato estadual em 2003, disputando 2004 e só conseguindo subir em 2005 como campeão. Em 2009 o time teve grande destaque nacional ao eliminar o Santos pela Copa do Brasil, depois de empatar em Maceió por 0x0, venceu na Vila Belmiro por 1×0, porém, o ano terminou de forma melancolica, já que a equipe foi rebaixada de novo para a segunda divisão do estadual de 2010. Mas, ao que parece, retornou a primeira divisão no TJD.

Na noite de 08 de dezembro de 1999, um clube nordestino decidia um torneio continental – a Copa Conmebol – sonho de muito clube grande que ainda nem sequer chegou a uma final de competição de tamanha importância.

O CSA (Centro Sportivo Alagoano) podia perder por até um gol de diferença para o Talleres de Córdoba, já que na primeira partida havia goleado o clube argentino por 4 a 2, para conquistar a última edição da competição. Durante uma semana, a torcida alagoana sonhou pertencer ao seleto e pequeno grupo de times brasileiros com títulos continentais.

Na euforia que tomou conta de Alagoas, nem importava o fato de o torneio ter sido desprezada por clubes de maior prestígio. Desistiram de disputar nada menos que oito equipes, entre eles três brasileiros: O Vitória da Bahia, classificado por conquistar a Copa Nordeste e Bahia e Sport Recife, vice e terceiro colocados da mesma Copa. Dos clubes estrangeiros, desistiram, Sol de América, do Paraguai, Gimnasia y Esgrima (La Plata), da Argentina, Cobreloa do Chile e River Plate e Rentistas do Uruguai. Além de que o Deportes Concepción, do Chile, teve de abandonar a competição nas quartas-de-final por falta de adversário.

O CSA, quarto colocado, foi convidado e aceitou o convite para participar, apesar do aperto financeiro – os patrocínios mal cobriam os salários dos jogadores, entre 200 e 2.500 reais, e as viagens (disputar a Conmebol custou cerca de 300 mil reais, e o clube só embolsou 150 mil com a renda dos jogos em casa). Mas era a chance de empolgar a torcida e esquecer a má campanha na série C do brasileiro daquele ano.

O começo
Depois de eliminar o Vila Nova de Goiás nas oitavas-de-final, o CSA encarou a primeira viagem internacional de sua história, a Mérida (Venezuela), para enfrentar o Estudiantes. Horrorizada, a diretoria descobriu na semana do jogo que a maioria dos jogadores não tinha passaporte. Um jogador quase foi preso quando se descobriu que não tinha nem certificado de reservista.

Resolvido o problema, a delegação embarcou para o duro aprendizado de uma competição continental. O ônibus da equipe em Mérida era acompanhado a toda parte por dois batedores. No caminho o chofer do ônibus saiu no tapa com um motorista de trânsito. Assim começava a dura caminhada à guerra de Mérida.

Apesar de o jogo ser uma guerra, o CSA voltou para casa com um empate sem gols. Em Maceió, fez 3 x 1, com direito a pancadaria no fim, e passou à semifinal contra o São Raimundo de Manaus, conquistando nos penais a vaga para a decisão no estádio Rei Pelé – local do primeiro jogo da final.

O adversário era um dos poucos clubes de nível na competição: O Talleres, de história pouco brilhante, mas quinto colocado no Campeonato Argentino. Até então, a maior façanha do clube tinha sido perder o título nacional de 1977, numa incrível decisão: com três jogadores a mais, conseguiu ser derrotado pelo Independiente. Mas deu CSA 4 x 2.

Ao CSA restava manter o titulo no Brasil – nos dois anos anteriores o Santos (1998) e Atlético Mineiro (1997) haviam vencido o torneio.

A catimba argentina
O CSA foi vítima de todas as manhas argentinas. Mal desembarcaram em Córdoba, os dirigentes do Alagoano (como era conhecido o CSA) foram abordados por representantes do Talleres. Diziam ter interesse no lateral esquerdo Williams e outros atletas do adversário. Depois da decisão, não se tocou mais no assunto. Além disso o time brasileiro não pôde treinar no estádio Olimpico. Os argentinos faziam de tudo para tentar reverter o resultado da primeira partida.
A CAMPANHA

CSA 2×0 e 0x2 Vila Nova/GO (*)
CSA 0x0 e 3×1 Estudiantes/VEN
CSA 0x1 e 2×1 São Raimundo/AM (**)
CSA 4×2 e 0x3 Talleres/ARG
* venceu nos penais por 4 a 3
** venceu nos penais por 5 a 4
Os artilheiros: Missinho 05; Fabio Magrão e Marcio Pereira 02; Mazinho e Mimi 01 gol cada.
Obs: Arnon de Mello, filho do ex-presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, era o presidente do clube.

O jogo final
Com apenas quatro minutos de jogo, o CSA já estava com dez em campo. O juiz paraguaio Ricardo Grance expulsou Fábio Magrão por reclamação. O clube estaria sendo garfado pelo Talleres?

O técnico Otávio Oliveira fez a equipe recuar toda, mas, apesar das boas defesas de Veloso (“bom goleiro, embora meio palhaço”, como escreveu o jornal argentino Olé), os argentinos conseguiram dois gols. Perderam até pênalti. Mas no último minuto, como convém a uma boa competição sulamericana, Maidena de cabeça fez 3 x 0 que acabou com o sonho do “Alagoano”, como era chamado em Córdoba.

Todos os títulos do CSA
Vice-Campeão da Copa Conmebol: 1999

Campeonato Alagoano: 1928, 1929, 1933, 1935, 1936, 1941, 1942, 1944, 1949, 1952, 1955, 1956, 1957, 1958, 1960, 1963, 1965, 1966, 1967, 1971, 1974, 1975, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1988, 1990, 1991, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999 e 2008

Campeonato Alagoano da Segunda Divisão: 2005

Torneio Início: 1927, 1928, 1929, 1930, 1933, 1935, 1940, 1946, 1949, 1957, 1961, 1965 e 1972

Troféu Wassil Barbosa (Desafio das Multidões, contra o CRB): 2010 » Detalhes

Torneio Mário Lima: 1956

Copa FAD: 1936

Grande Festival do Futebol: 1936

Torneio Associação Cultural e Cívica Feminina: 1935

Torneio Pró-Caixa Olímpica: 1929

Hino do CSA
A Letra do Hino

Pela pátria, na vida esportiva
É que vamos sempre conquistar
Nossa glória da luta deriva
É o campeão dos campeões CSA

Azulinos impávidos e fortes
Enfrentemos os nossos rivais
Nosso time não tem adversários
Não seremos vencidos jamais

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Nesse anseio infinito de glória
Esse Centro Sportivo não tem
A vaidade que é sempre ilusória
E que nunca elevou à ninguém

Vamos todos em busca das vitórias
Com o coração na ponta das chuteiras
União e Força CSA
Azul e Branco a vida inteira

Centro Sportivo Alagoano
No Mutange eterno vencedor
Se tremulas a tua bandeira
Alvi-celeste é com amor

Centro Sportivo Alagoano.

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